Feliz aniversário

 

Peço permissão aos demais colaboradores desse blog para deixar uma simples homenagem para o maior São Paulino que já conheci em toda minha vida.

 

Hoje pai você estaria fazendo 52 anos. Como queria a noite receber todas as pessoas que sempre vieram aqui para te dar parabéns e depois assistir o tricolor contra o Inter. Torceríamos como sempre, sofreríamos a cada gol perdido ou a cada marcação equivocada do juiz… Mas ao final do jogo, juro que o placar para mim não iria importar. O que mais queria era poder te dar um beijo de boa noite depois de comentar a atuação do nosso tricolor.

 

Me lembro de uma noite chuvosa no Pacaembú, contra o Fluminense, quando você me apresentou ao glorioso São Paulo Futebol Clube, aos cinco anos de idade. Lembro da semifinal contra o América do Rio e da final contra o Guarani em 1986. No jogo da volta eram 13 do segundo tempo da prorrogação e você mesmo acreditando, não queria me ver frustrado e me mandou dormir. Só que Careca com um “petardo” da entrada da área empatou em 3×3 e nos penâltis vi o meu primeiro título nacional.

 

Lembro em 1989 um gol antológico do Raí contra o Cruzeiro no Morumbi e você brigando com o cara da lotação pois o louco estava colocando a vida de todos em risco. Descemos no Anhangabaú e viemos embora nem me lembro como.

 

Em um domingo de Páscoa, a família com roupa de missa foi convidada para almoçar no Morumbi Shopping. Almoçamos e já estávamos prontos para ir para casa. E fomos, mas para nossa segunda casa, os quatro torcendo e você com calor (a roupanão era propícia para o local) com a camisa amarrada na cabeça. Nem me lembro qual foi o jogo.

 

E a primeira Libertadores? Onde o Zetti ia ele pegava. A gente sofrendo aqui em casa pois dessa vez não podíamos estar lá. E o gol do Müller contra o Milan. Eu, você e o Gustavo fazendo montinho em plena madrugada comemorando que nosso time era o melhor do planeta. Mas depois você tentou me ensinar que não podíamos ganhar tudo. Você dizia que era para ter cautela pois contra o Vélez poderíamos perder. Perdemos e você esqueceu da cautela e quase deixou a lateral do Santana no terreno em que estacionou o carro, de tão puto que estava. Mas 11 anos depois eu pude ver o tricolor ser Tri na nossa casa e tenho certeza que você vibrou como nós e esteve lá.

 

E quando o Raí voltou fomos campeões em cima da galinhada. Você vibrou mais do que qualquer título. Durante o dia colocou a bandeira de três cores no teto da casa para o bairro inteiro ver. Me abraçava como uma criança quando ele fez aquele primeiro gol de cabeça e gritava, ele voltou!!! Ao fim do jogo pegou o carro, saiu buzinando e me levou na Kennedy para fazer festa. Eu não entendi. Por que você que tanto viu o São Paulo ganhar estava tão empolgado com um título paulista? Porque era o último… E tenha certeza que meus filhos saberão o quanto você me ensinou a torcer para esse time, saberão quem foi Márcio Roberto Ramalho. Um homem que viveu intensamente seus 42 anos, jogando futebol de mesa, ouvindo o bom e velho rock n´roll e principalmente amando o tricolor.

 

Te amo Marcião, onde você estiver parabéns!!! Torça com a gente hoje a noite que o jogo é difícil, mas independente do resultado o que eu mais queria era você do meu lado!!!

About the Author

Quando assino algum cartão de família o "V" do meu nome se torna um símbolo do glorioso São Paulo Futebol Clube. Será que isso explica o que eu sinto por esse time? Torcer na vitória e na derrota, acreditar que a virada é possível mesmo estando perdendo por 4x0 aos 45 do segundo tempo. Esse sou eu... Levo comigo essa paixão que meu avô ensinou ao meu pai e que meu pai me ensinou. Com certeza ensinarei aos meus filhos e logo seremos a maior e mais fanática torcida do Brasil. Aqui tentarei mostrar esse sentimento e discutir com todos os tricolores tudo que acontecer com o time mais glorioso da história do futebol brasileiro.