Um campeonato para ficar na história

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O ano de 2008 vai chegando ao fim. Termina do mesma maneira que 2007: feliz para a nação tricolor; termina com o tricolor hexacampeão brasileiro.

Mas será que até mesmo o são-paulino mais confiante acreditaria em um final feliz ?

A temporada começou cheia de esperanças. Todos queriam o tetra campeonato da Libertadores, esperança que foi dobrada com o anúncio da contratação do imperador Adriano. O incrível Hulk do Morumbi talvez tenha sido a única alegria do tricolor no primeiro semestre. Ele fez a sua parte, brigou, lutou, marcou muitos gols, mas não foram suficientes: o São Paulo foi eliminado na semi-final do campeonato paulista e eliminado nas quartas da Libertadores, adiando o sonho do tetra.

Adriano foi embora, sem a conquista do torneio regional e eliminado da Libertadores de maneira fática, e, com o Campeonato Brasileiro já em andamento, o tricolor do Morumbi encontraria forças para lutar pelo seu terceiro título seguido ? Poucos acreditavam …

Mas parabéns aos que acreditaram, aos que confiaram e fizeram parte desta trajetória vitoriosa, pois o tricolor mais uma vez termina o Brasileirão como primeiro colocado.

E alguns jogos foram inesquecíveis e ficarão para a história deste inédito tri campeonato. Acompanhe uma pequena “retrospectiva” particular minha:

São Paulo 1 vs. 1 Coritiba (25 de maio, Morumbi)

Era o primeiro jogo do São Paulo, após a triste e doída eliminação da Libertadores, um Morumbi vazio, com clima de velório.

Mas como bem diz a frase; “Na alegria e na tristeza”; eu e o Gustavo fomos até o Morumbi, ainda com os corações partidos, sofremos mais ainda com o gol do Rubens Cardoso em uma bobeada da defesa. O São Paulo empatou ainda no primeiro tempo com Borges.

A lembrança que fica deste jogo é a prova de amor que dois loucos davam ali ao seu clube, que mesmo “baleados” na quarta-feira, foram ao Morumbi no domingo respirando por aparelhos.

Cruzeiro 1 vs. 1 São Paulo (29 de junho, Mineirão)

Desta vez a loucura foi maior, acompanhado de uma pessoa um pouco maior também, eu e o Vini fomos até Minas Gerais assistir e apoiar o nosso tricolor.

O jogo foi 1 a 1, Guilherme marcou para o Cruzeiro, Borges (sempre ele), empatou para o São Paulo logo no primeiro minuto do segundo tempo.

Uma viagem inesquecível, com muitas risadas, boa recepção da torcida cruzeirense e esperança de que o tricolor ainda iria engrenar neste Brasileirão.

São Paulo 2 vs. 1 Palmeiras ( 13 de julho, Morumbi)

Abandonado pela galera do blog, mas por uma causa justa (dois foram tocar e dois assistir uma das maiores bandas dos últimos tempos em São Bernardo do Campo), fui até o Morumbi, com meu grande amigo e também fanático pelo São Paulo, Bruno.

O São Paulo foi avassalador, enquanto o time da pimenta apresentava sintomas  de temor, o tricolor empoes se futebol e logo aos sete minutos, André Dias abriu o placar. Com o jogo nas mãos o tricolor ainda perdeu muitas chances e só foi matar a partida aos 38 do segundo tempo, com Éder Luis. O Palmeiras ainda diminuiu com o Jeci em cobrança de escanteio.

Deu a lógica no Morumbi; e melhor que isso, o São Paulo apresentava sinais de recuperação.

São Paulo 2 vs. 1 Botafogo (20 de julho, Morumbi)

O tricolor venceu, mas não convenceu, com gols de Rogerio Ceni e Dagoberto, conquistou mais três pontos importantes.

Mas a lembrança em especial deste jogo, é saber que foi a primeira vez do Rogerinho Ceni no Morumbi.

O menino mostrou ser pé quente, viu a vitória são paulina, viu gol do Rogerio e ainda viu o pai arrumar briga na arquibancada.

Internacional 2 vs. 0 São Paulo (23 de julho, Beira-Rio)

Depois de três vitória consecutivas (Palmeiras, Vitória e Botafogo), o São Paulo foi até o sul enfrentar uma pedreira, a equipe do Inter.

Perdemos por 2 a 0, dois gols do Nilmar, então porque lembrar deste jogo ? Simples, dia 23 de julho foi aniversário de um grande são-paulino, o qual eu não tive oportunidade de conhecer, mas sei o quanto ele era especial e apaixonado pelo São Paulo. Era aniversário de Marcio Ramalho, pai do Vini e do Gustavo, que completaria 52 anos, eu me lembro como se fosse hoje, eu lendo o texto que o Vinicius fez no dia; e com os olhos cheios de lágrimas não via a hora de chegar a noite e assistir o jogo acompanhado deles, a vitória não veio, não tem problema, assim como nós, Marcio também é hexa campeão e fez parte desta história.

São Paulo 2 vs. 0 Cruzeiro (28 de setembro, Morumbi)

Era o famoso jogo dos “seis pontos”, para continuar sonhando com o hexa, o São Paulo não podia nem pensar em empatar ou perder a partida.

O jogo foi muito disputado, em certos momentos até feio.

E quando a partida caminhava para um empate, aos 35 do segundo tempo, o Vinicius e o Gustavo comemoram da arquibancada azul, eu o Bruno, comemoramos das cadeiras amarelas, o gol do André Dias.

Jancarlos ainda fez o segundo aos 47 do segundo tempo. Nascia ali, o favorito ao titulo.

Fica a lembrança de todos jogadores abraçados no meio do campo ao final da partida gritando : ” Estamos vivos”

São Paulo 1 vs. 0 Náutico (9 de outubro, Morumbi)

O jogo foi em plena quinta-feira á noite, 13.078 tricolores comparecem ao Cícero Pompeu de Toledo para empurrar o tricolor a mais uma vitória em sua saga hexa campeã.

Entre estes quase 14 mil, uma pessoa em especial, a pessoa responsável por eu ser tão fanático, a pessoa que me ensinou a torcer e amar este clube. a pessoa que me deu a primeira camiseta do São Paulo e me levou ao Morumbi pela primeira vez, aquele que me acordou de madrugada duas vezes para sermos bicampeões mundiais juntos; e um ano depois, era ele quem me consolava na triste derrota para o Vélez. Hoje ele diz não ser tão fanático como era em seus tempos de moleque, mas basta ver a alegria dele quando o Hernanes abriu o placar e garantiu a vitória para o tricolor. São Paulo 1 á 0.

Obrigado torcedor de sofá, obrigado careca, obrigado pai.

Palmeiras 2 vs. 2 São Paulo

Para muitos, um péssimo resultado, depois de abrir 2 á o, gol de pênalti do Rogerio e um golaço do Dagoberto, o São Paulo cedeu o empate em dois lances de pura sorte.

Este empate foi fundamental para o crescimento psicológico do São Paulo dentro da competição, com o empate, o tricolor evitaria um possível salto auto, ou até mesmo, um clima de já ganhou. Com o resultado, os nossos heróis, saíram do chiqueiro sabendo que dava para chegar lá.

E á partir daí, o tricolor não parou de subir, e os palmeirenses, carentes de títulos importantes, não pararam de cair na tabela. É uma pena o Valdivia não ter jogado, porque quem “chora” por último, “chora” melhor.

Portuguesa 2 vs. 3 São Paulo (8 de Novembro, Canindé)

O melhor jogo que eu assisti no estádio em 2008. Aquele típico jogo para nunca mais sair da memória, um jogo para matar do coração.

Foi um baita jogo, O São Paulo abriu o placar com Borges, a Lusa empatou com um golaço de Jonas. Borges mais uma vez colocou o tricolor na frente, em ótima tabela com Dagoberto, Jonas denovo empatou. E quando tudo caminhava para um empate, o Canindé foi a baixo, Borges, o matador, o oportunista, o atacante que cresceu demais na hora em que o São Paulo mais precisou, marcou o seu terceiro gol na partida, vitória garantida, certo ? Errado, ainda sobrou tempo para Edno acertar uma bola no travessão e definitivamente quase me matar do coração.

Esse sem dúvida alguma, foi o hoje do hexa, o jogo que deu cara de campeão ao tricolor. O Rogerio saiu correndo e comemorou com a torcida, o Muricy saiu batendo no braço e todos jogadores comemoraram, como se já fossem campeões, calma gente, falta pouco.

São Paulo 1 vs. 1 Fluminense (30 de novembro, Morumbi)

Morumbi lotado; e toda a galera reunida, Vini, Limão, o Julio, Thiagão e ele, o lendário e polêmico Dênis, o apaixonado tricolor, que faz os jogos ficarem mais engraçados e que tanto fez falta no Morumbi este ano.

Era o jogo da comemoração, a festa estava armada, mas o tricolor não jogou bem e empatou com o vice campeão da Libertadores, Tartá abriu o placar para os cariocas e Borges empatou para São Paulo, levando o Morumbi ao delírio.

Faltou pouco, mas o hexa foi adiado para mais uma semana.

Goiás 0 vs. 1 São Paulo (7 de dezembro, Bezerrão)

Finalmente, o tão esperado domingo, 7 de dezembro de 2008, chegou, depois de uma semana “não dormida” e uma noite em claro, chegou o dia de mostrar para todo o Brasil, que uma mão só, já não era mais suficiente para comemorar todos os nossos títulos nacionais.

Não vale a pena lembrar do caso Tardelli, polêmica implantada pela péssima federação de futebol paulista, comandada pelo palmeirense, Marco Pólo Del Nero.

Vale lembrar a entrevista do Rogerio Ceni ao Mauro Naves, minutos antes de começar a partida, concentrado e com sangue nos olhos, Ceni apenas disse: “Vamos ganhar, vamos ser campeões hoje”.

O capitão estava certo, o tricolor foi soberano em campo, o empate bastava para o tricolor ser campeão, mas com muita tranqüilidade, o tricolor soube administrar e conduzir a partida.

Mas aos 22 minutos, um lance entrou para a história e para lembrança de todos são-paulinos, Dagoberto foi derrubado na entrada da área, lá vem o tubarão, Rogerio não bateu alto e nem rasteiro, bateu forte, o goleiro Harlei espalmou nós pés de Hugo, o Zidane negro errou e chute, que por ordem dos deuses do futebol, caiu nos pés do iluminado Borges, o artilheiro tricolor da temporada, mandou para o fundo das redes, é gol do titulo, é o gol do hexa.

O tricolor continuou superior na partida, mas o placar permaneceu 1 á 0. Resultado que tornava o São Paulo Futebol, TRI-HEXA.

Ai foi só comemorar, festa aqui em casa, comemoração com o meu pai, com a Carol, Junior (mistura do Borges com o Aloísio), a Thaisinha e o Rogerinho Ceni, que não parava de pular de na barriga da Thá, é de se entender, pois era o primeiro titulo do meu pupilo.

E depois de muito comemorar, a noite terminou no aeroporto de Guarulhos, eu, o Vini, Gustavo e a Vivi, fomos receber e comemorar o titulo com os nossos heróis. Depois de tanto sofrer por este time este ano, a recompensa foi comemorar de muito perto, com o Rogerio, Dagoberto, Miranda, Marco Aurélio e poder dar a mão para o professor Muricy Ramalho, valeu demais a pena.

Obrigado tricolor, eu te amo demais; e ano que vem, vou te amar ainda mais, porque o dia que tu não existir, eu não quero sorrir nunca mais.

Obrigado á todos que torceram e sofreram comigo este ano, torcer para o São Paulo é uma grande moleza, mais torcer com pessoas assim, fica muito mais fácil.

Ano que vem tem mais e que venha o tetra da Libertadores.

Feliz 2009.

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