JOGOS PARA SEMPRE – SPFC 3 X 0 OPERARIO(BRASILEIRO DE 77)

Olá rapaziada, esse jogo não sai da minha memória por várias razões.
Naquele Brasileiro, a diretoria do tricolor resolveu dar uma reformulada no time. Trouxe alguns reforços de bom nivel, outros de qualidade discutível e foi à luta.
O técnico era Rubens Minelli, que na época era o melhor do país. Vinha de um bicampeonato brasileiro pelo Inter.
A primeira fase foi tranquila, o time passou em segundo. A segunda foi mais complicada, mas uma surpreendente goleada em cima do Inter dentro do Beira-Rio praticamente garantiu a classificação à fase seguinte. Nessa fase, vale destacar a volta do Mirandinha, depois de tres anos afastado por uma fratura na perna.
Nessa fase, eram seis times na chave. Boa estréia, 4 x 2 no XV de Piracicaba em casa, vitória importantíssima em cima da Ponte Preta(3 x 1 dentro de Campinas), derrota ruim para o Botafogo em Ribeirão Preto, jogo em que o Serginho deu um pontapé no bandeirinha após a anulação de um gol. Depois, vitória dramática em cima do Sport em casa(4 x 3 de virada) e a classificação às semifinais com um 3 x 1 em cima do Gremio, no Morumbi. Destaque para o golaço do Mirandinha. Saiu correndo pela direita, perdeu o angulo, cortou prá dentro e fuzilou o goleiro. Golaço!!!
A semifinal foi contra o Operário do Mato Grosso do Sul. Pode parecer estranho, mas naquela época sempre apareciam esses times. A outra semi foi entre o Atlético_MG e o Londrina.
Morumbi lotado(110 mil pessoas), o time nervoso, não conseguia criar nada. E o primeiro tempo terminou 0 x 0.
Segundo tempo, nada acontecia e o relógio voava. Passando dos trinta minutos, falta prá nós na entrada da área. Serginho toma distancia, corre prá bola e … passa por ela. Chicão vem junto, dá um tapa por cima da barreira e deixa o Chulapa na cara do gol: 1 x 0!!!
Alívio no Morumbi. Aí, o Operário se perdeu totalmente. Não sabia se atacava ou se segurava o resultado.
Aos 40 minutos, falta na ponta-esquerda. Bezerra levanta, a zaga faz a linha de impedimento e o Neca aparece sozinho. Domina e guarda: 2 x 0.
Já tava bom, pode apitar, juizão. Mas já nos acréscimos, escanteio prá nós pela esquerda. Zé Sérgio cruza no primeiro pau e quem aparece? Ele, Serginho Chulapa, o nosso demônio. De cabeça faz 3 x 0. Esse foi o ultimo gol do Chulapa antes da suspensão de 14 meses.
Com esse resultado, praticamente garantimos vaga na final, contra o Atlético. Mas essa fica prá próxima.

abraço.

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