Uma Nação em Três Cores

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Quantas vezes ouvimos falar que o São Paulo projeta em breve ter a maior torcida do Brasil? E tem gente que não acredita, mas hoje resolvi escrever e mostrar que isso pode estar próximo de acontecer.

Como sabem trabalho em uma multinacional no ramo de refrigeração comercial e pela minha função, tenho contato com duas regiões do país. Uma é a região Nordeste, de onde tenho um pouco do sangue, pois minha mãe nasceu no sertão da Paraíba. Povo simples, trabalhador e principalmente hospitaleiro. Quem conhece a região sabe que é muito bom estar por lá, em qualquer lugar que você estiver se sentirá em casa. A outra é a região Sul, povo extremamente culto, clima europeu e cidades muito bem organizadas.

Invariavelmente entre um problema e outro de um posto autorizado, seja no envio de uma peça ou no prazo de atendimento (para os clientes tomarem sua cerveja gelada), cito algo do tricolor, logo todos conhecem essa minha paixão em três cores.

E nessas conversas pude ver que realmente nossa torcida cresce, fora dos limites do estado de São Paulo. Torcedores do São Paulo no Paraná, Mato Grosso do Sul, Bahia, Ceará levando para os quatro cantos do país a felicidade que quem torce por um time que não cansa de ganhar títulos.

Mas o que me fez contar essa história no nosso espaço dedicado ao Tricolor Mais Querido foram dois garotos: um do Rio Grande do Sul e outro da Paraíba.

Willian - 8 anos - Porto Alegre

Willian - 8 anos - Porto Alegre

Um é Willian Kremer Ruczinscki, gaúcho de Porto Alegre de 8 anos. Sobrinho da minha amiga Cleide, uma gremista da cidade de Canoas, na grande Porto Alegre. O guri, como chamam a molecada de lá, começou a se interessar pelo São Paulo em 2006 e todo ano vibra com os títulos tricolores. E ele torce mesmo: “Sofri muito com a derrota para o Fluminense na Libertadores”. Fã do goleiro capitão Rogério Ceni, o garoto ficou chateado com a contusão do maior goleiro artilheiro do mundo, mas vibrou com a volta dele: “Agora o time vai começar a melhorar, meu sonho é ir ao Morumbi e conseguir um autógrafo do Rogério”. E não é que o menino estava certo?

Jhonatas - 5 anos - Campina Grande

Jhonatas - 5 anos - Campina Grande

O outro moleque são paulino é da cidade de Campina Grande, onde acontece a maior festa de São João do mundo. Jhonatas Matheus Nunes de 5 anos, filho da torcedora do Campinense Mônica Cássia, não pode ver o símbolo do Mais Querido na telinha da TV que já fica louco para saber quando será o jogo do tricolor. E já sabe que não pode gostar do time da marginal sem número: “Outro dia ele viu um gol do time preto e branco na TV e já veio todo triste me falar: gol da baba do cor…” (aqui não citamos o nome do rival)

Dois meninos, em extremos do nosso país, unidos por uma paixão e essa paixão responde pelo nome de São Paulo Futebol Clube.

Valeu molecada, vocês têm futuro e acompanhem aqui os textos de fanáticos tricolores que amam esse clube desde a idade de vocês!

About the Author

Quando assino algum cartão de família o "V" do meu nome se torna um símbolo do glorioso São Paulo Futebol Clube. Será que isso explica o que eu sinto por esse time? Torcer na vitória e na derrota, acreditar que a virada é possível mesmo estando perdendo por 4x0 aos 45 do segundo tempo. Esse sou eu... Levo comigo essa paixão que meu avô ensinou ao meu pai e que meu pai me ensinou. Com certeza ensinarei aos meus filhos e logo seremos a maior e mais fanática torcida do Brasil. Aqui tentarei mostrar esse sentimento e discutir com todos os tricolores tudo que acontecer com o time mais glorioso da história do futebol brasileiro.