Hora de começar o ano

Hoje começa o segundo mês de 2010 e eu meio ausente nesse nosso espaço da Nação Tricolor, gostaria também que o ano começasse para o Mais Querido.

Depois de assistir todos os jogos do São Paulo na temporada 2010 quero aqui fazer uma análise que na minha opinião é bem diferente de cornetagem, mas como estamos muito próximos da estréia na Libertadores acho que algumas coisas precisam se encaixar.

Vamos para a lista.

ELENCO

Acredito que o São Paulo fez boas contratações e segurou a base tornando o elenco mais forte que em 2009. Porém acho que estamos pecando nas improvisações.

O mais importante nesse momento é que os jogadores que chegaram recentemente peguem confiança e para isso precisam atuar nas posições em que se destacaram em outras equipes. É impressionante como alguns jogadores ainda estão perdidos em campo sem saber qual a função exercer. Espero que o Ricardo Gomes não tenha passado pela escola Muricy de improvisações e só faça isso se necessário, como no caso da lateral direita onde não teremos alternativas senão o Jean jogando por lá.

DEFINIÇÃO DOS 11 TITULARES

Não conheço nada de educação física e não posso falar com propriedade sobre a importância do rodízio nesse momento em que os treinamentos físicos de início de temporada arrebentam os jogadores.

Mas acho que já é hora de definir os 11 jogadores que vão jogar para que haja um entrosamento fundamental para a conquista da América pela quarta vez. E não vou ficar em cima do muro não, vou escalar o meu time ideal contando com o André Dias, que segundo as últimas notícias deve ir para a Lazio, mas como não assinou escalo aqui meu esquadrão tricolor:

Rogério Ceni
Miranda
André Dias
Alex Silva
Jean
Rodrigo Souto
Hernanes
Cleber Pereira
Marcelinho Paraíba
Dagoberto
Washington

Deve ter gente estranhando por nesse time não ver nem o Jorge Wagner nem o Junior Cesar, mas acho que jogando com 3 zagueiros e um volante de marcação como o Rodrigo Souto, além do Jean na direita que é muito mais marcador que apoiador, teríamos o Marcelinho Paraíba na esquerda sem ter que voltar para marcar, fazendo a função que o Junior fazia em 2005 vindo da lateral para o meio.

POLEMICA DA BASE

Fui ao estádio da prefeitura da cidade de São Paulo, ver o Tricolorzinho na decisão da Copa São Paulo.

Jogo bom, cheio de emoção e a molecada em busca do gol o tempo inteiro. E o São Paulo foi campeão com um belo gol de Ronielli e três lindas defesas de Richard (que deveria ser expulso) na disputa de pênaltis.

Legal, nação tricolor em festa no dia do aniversário da cidade que tem o nome do Mais Querido. Mas e ai? O que será feito com esses jogadores?

No dia seguinte ao título Ricardo Gomes, em entrevista coletiva, declarou que o elenco estava inchado e por isso poucos desses jogadores teriam oportunidade. Que de nada adiantava subir os garotos só para treinarem, tinha que subir pra jogar. Até ai tudo certo Ricardo Gomes, agora uma pergunta fica no ar: Pra que insistir no Roger e não dar chances ao Henrique, Lucas Gaúcho, Ronielli. Pelo menos se não der certo tem a desculpa da falta de maturidade e não o peso da camisa do São Paulo, onde o jogador faz gols no Sport, no Vitória e quando veste o manto tricolor parece um peladeiro de final de semana.

Tudo bem que o fato dos jogadores estarem procurando a justiça para se desligarem do São Paulo, mostra no mínimo ingratidão ao clube que preparou essa molecada, agora imaginem um Oscar vendo o Neymar com moral no Santos e ele entrando de vez em quando pra apagar incêndio em jogos já definidos ou com a vaca indo para o brejo.

Será que depois de quatro anos sem um lateral direito, nossa fábrica de jogadores em Cotia, não teve condições de colocar na linha de produção um moleque pra jogar nessa função?

Bom, esses são só alguns tópicos que estão fazendo parte do dia a dia tricolor. Espero que até o dia 10, estréia na Libertadores, tenhamos um time mais forte e entrosado para já começar a trilhar um caminho vencedor. Lembrando que o técnico das vitórias apertadas no Morumbi e empates fora de casa pulou o muro. Portanto, vamos pra cima impondo o respeito que conquistamos vencendo a Libertadores 3 vezes.

E lembrem-se que nesse ano temos o centenário de equipes importantes como o poderoso Avaí de Florianópolis e nosso co-irmão da Alemanha, o St. Pauli portanto nada de dar moral para o time sem cor da marginal sem número.

Sobre o Fanático!

Vinícius Quando assino algum cartão de família o "V" do meu nome se torna um símbolo do glorioso São Paulo Futebol Clube. Será que isso explica o que eu sinto por esse time? Torcer na vitória e na derrota, acreditar que a virada é possível mesmo estando perdendo por 4x0 aos 45 do segundo tempo. Esse sou eu... Levo comigo essa paixão que meu avô ensinou ao meu pai e que meu pai me ensinou. Com certeza ensinarei aos meus filhos e logo seremos a maior e mais fanática torcida do Brasil. Aqui tentarei mostrar esse sentimento e discutir com todos os tricolores tudo que acontecer com o time mais glorioso da história do futebol brasileiro.