Bom dia, rapaziada.
Libertadores 92. Já tinhamos disputado algumas vezes essa competição, umas bem, outras nem tanto. Mas dessa vez o planejamento foi perfeito, diferente do que está sendo feito esse ano.
Na primeira fase, enfrentamos Criciuma e dois times da Bolívia. Jogos fora complicados, altitude, torcida perto. Mas o time se saiu bem e foi o primeiro do grupo.
Nos mata-matas o time manteve a superioridade e chegou à grande final contra o Newell’s.
No primeiro jogo, vitória deles, um a zero. Beleza, é só fazer dois a zero aqui e já era.
No dia da grande final, saímos de casa às 7 da noite(com ingresso na mão). Quando chegamos na Bandeirantes, parou tudo. Ninguém saía do lugar. O jogo era às 21 h. Quando faltavam vinte minutos pro início do jogo, resolvemos dar meia-volta. Subimos no canteiro e voltamos. Com o ingresso na mão.
Cheguei em casa com quinze minutos de jogo. E haja sofrimento. No primeiro tempo, pressão tricolor e contra-ataques deles. Zero a zero.
Segundo tempo, nada. Até que entrou o Macedo, nosso talismã.
E Ô E Ô, O MACEDO É O TERROR!!!, cantava a Independente, toda de branco, diferente daquela mulambada de hoje.
Na primeira bola que pegou, Macedo cai na área. Pênalti claro. Raí bate e marca. Agora só falta um.
Mas o gol não saiu. E fomos pros pênaltis.
Eu estava ajoelhado na sala nesse momento. Nas primeiras cobranças, tudo igual. Aí o Ronaldão resolveu botar mais emoção. Bateu no meio do gol e o goleirão não saiu do lugar. Por sorte o Zandoná bateu por cima. Última cobrança de cada lado. Cafu fez o dele. E aí foi a vez do Gamboa.
Essa cena nunca mais vai sair da minha mente. Gamboa bate no canto esquerdo. Zetti voa e espalma. CAMPEÃO!!!
Eu não sabia se eu chorava, se gritava, minha ex-esposa reclamava comigo mas eu não tava nem aí.
Começava ali o ciclo das grandes conquistas. Inesquecível.
Que saudade…
Onde vocês estavam nesse dia?
Abraço.
E VAMO, SÃO PAULO!!!
Nesse dia o que me lembro era do Zetti acertando todos os cantos nos penâltis batidos pelos argentinos.
Fruto do trabalho do Sr. Valdir Joaquim de Moraes. Ele tinha estudado os batedores do Newell´s e ficou atrás do gol do Zetti. Antes de cada um bater ele passava a informação do lado que o Zetti deveria pular. Foi impressionante.
Inesquecível o gramado sendo invadido, Galvão Bueno narrando o jogo na rede OM e a imagem de Telê Santana com um sorriso contido comemorando o título.